A penectomia é a remoção cirúrgica do pênis. Dependendo da gravidade e da localização da lesão, o cirurgião veterinário pode optar pela técnica parcial ou total. Nos casos de amputação total, é realizada simultaneamente uma uretrostomia (criação de uma nova abertura para a uretra), permitindo que o animal urine normalmente por uma nova via.
Quando o procedimento é necessário?
A cirurgia é indicada apenas em casos onde o tratamento clínico não é mais eficaz ou a preservação do órgão compromete a vida do animal. As principais indicações são:
Por ser uma região extremamente vascularizada e sensível, o pós-operatório exige atenção redobrada:
Uso obrigatório do colar elizabetano para evitar que o animal lamba os pontos.
Controle rigoroso de dor e inflamação com medicações prescritas.
Monitoramento da micção para garantir que o novo trajeto urinário esteja pérvio.
Nota: A decisão pela penectomia é sempre baseada em uma avaliação criteriosa do médico veterinário, priorizando a qualidade de vida e o bem-estar do paciente.
Neste caso específico, o paciente foi submetido ao procedimento de penectomia. A intervenção foi necessária devido a um quadro de obstrução uretral grave e recidivante, que já não respondia aos tratamentos convencionais, colocando em risco a função renal e o bem-estar do paciente.
A cirurgia foi realizada com sucesso por Dra. Carla Françade Macêdo CRMV BA-8747 e pela Dra. Marina Santana Santos CRMV BA- 8158 (Médica Veterinária e Cirurgiã).
Graças à precisão técnica da equipe cirúrgica, foi possível:
Remover a causa da obstrução de forma definitiva.
Garantir a manutenção da via urinária funcional.
Proporcionar uma recuperação segura e o retorno à sua rotina sem dor.
O sucesso deste caso reforça a importância de um diagnóstico ágil e de uma abordagem cirúrgica especializada em patologias do trato urinário.
Abscesso Atípico em Felino
O Caso: Aparecimento de um abscesso volumoso na base da cauda, sem qualquer ferida prévia ou histórico de briga. Durante a drenagem, surpreendeu a consistência cremosa e o odor idêntico ao de um petisco pastoso que o animal havia ingerido nos dias anteriores.
O Desafio: O caso evidenciou como a dieta pode influenciar as secreções glandulares, exigindo uma limpeza profunda e um acompanhamento rigoroso para evitar recidivas.
Recuperação e Sucesso:
Os cuidados realizados em casa foram imprescindíveis para a cicatrização total. Graças à realização de curativos constantes e ao cumprimento rigoroso das medicações, o ferimento cicatrizou de forma saudável e gradual até fechar completamente, como ilustrado nas imagens.
Conclusão: A dedicação do dono é o que garante que o trabalho feito no consultório alcance o resultado esperado: a saúde e o bem-estar do paciente.
04/05/2026
Perigos da Injeção Anti-Cio e a Importância da Castração
Mesmo sem o uso de medicamentos, a piometra pode ocorrer de forma “natural” devido ao ciclo reprodutivo da fêmea. As causas principais nesses casos são:
Acúmulo Hormonal: A cada cio, o útero passa por alterações para uma possível gestação. Se ela não ocorre repetidamente, o endométrio torna-se mais espesso, facilitando o acúmulo de fluidos.
Abertura do Colo Uterino: Durante o cio, o colo do útero se abre naturalmente, permitindo que bactérias presentes na flora vaginal ou no ambiente subam para o órgão.
Baixa Imunidade Local: Após o cio, as defesas naturais do útero diminuem para proteger os espermatozoides, o que acaba favorecendo a sobrevivência e a proliferação bacteriana.
Os Riscos Adicionais da Injeção Anti-Cio
Embora ocorra naturalmente, o uso de hormônios sintéticos (injeções) agrava drasticamente esse cenário:
Alteração Forçada: A carga hormonal acelera a degeneração do útero, causando infecções muito mais rápidas e agressivas.
Risco de Tumores: Eleva significativamente as chances de neoplasias mamárias e uterinas.
Conclusão
Seja pelo uso de injeções ou pela exposição natural aos hormônios do cio, a piometra é uma doença silenciosa e letal. A castração eletiva continua sendo o único método seguro para garantir que seu pet nunca passe por essa emergência.
Dra. Carla França (CRMV-BA 8747)
A imagem ao lado e de uma cadelinha SRD de apenas 2 anos de idade. Apesar de jovem, ela chegou em estado crítico e precisou ser submetida a uma cirurgia de emergência devido a um quadro severo de Piometra. O histórico clínico revelou um fator determinante: a paciente havia recebido a chamada “injeção anti-cio”.
⚠️ Por que unhas grandes são um risco?
Quando a unha cresce demais, ela altera a pisada do animal, causando dor e problemas de coluna a longo prazo. Mas os riscos imediatos são ainda mais preocupantes:
Unhas Encravadas e Inflamações: A unha pode curvar-se e entrar na “almofada” da pata (coxim), causando feridas profundas, pus e muita dor. O animal começa a lamber a pata sem parar, o que piora a inflamação.
Porta de Entrada para Doenças: Qualquer ferimento causado por uma unha quebrada ou encravada serve como porta de entrada para bactérias.
🪰 O Risco Gravíssimo: A Miíase (Bicheira)
O cenário mais perigoso ocorre quando uma ferida causada pela unha não é tratada rapidamente. O cheiro da inflamação atrai moscas que depositam ovos no local, gerando a miíase.
As larvas se alimentam do tecido vivo, causando buracos profundos, dor extrema e, se não tratadas com urgência, podem levar a infecções generalizadas e até à perda do membro ou óbito do animal.
🐾 O Perigo Escondido nas Unhas Compridas: Muito Além da Estética!
Muitos tutores acreditam que cortar as unhas dos cães e gatos é apenas uma questão de beleza ou para evitar arranhões nos móveis. No entanto, como médica veterinária, vejo diariamente como o descuido com as unhas pode evoluir para quadros graves de saúde.
✅ Dicas para o Tutor:
Não tente cortar em casa se não tiver prática: O corte incorreto pode atingir vasos sanguíneos e causar hemorragias.
Observe o som: Se você ouve o “tec-tec” das unhas no chão enquanto seu cão caminha, elas já passaram do ponto de cortar.
Atenção ao lamber: Se o seu pet está lambendo muito as patas, verifique se há unhas quebradas ou pele vermelha.